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Os miomas são tumores benignos originados do tecido muscular liso, presente em diversos órgãos do nosso organismo. No entanto, o local onde ocorre com maior freqüência é o útero, sendo a neoplasia mais freqüente desse órgão. Os miomas não são cânceres, e a chance de se transformarem nessa doença é extremamente baixa.

Os Miomas acometem aproximadamente um quarto das mulheres em idade fértil, e acredita-se que até 50% das mulheres possam apresentar essa doença em alguma época de suas vidas. Pode ocorrer a partir da puberdade, mas a idade de maior incidência é a quarta década de vida. As estatísticas mostram que os miomas são mais comuns em mulheres negras, naquelas que ainda não engravidaram e em mulheres que apresentam condições associadas a altos níveis de estrogênio no sangue.

O INRADI oferece também alternativas terapêuticas minimamente invasivas em outras patologias ginecológicas tais como:

Infertilidade : Recanalização tubária por Radiologia Intervencionista.

Síndrome de Congestão Pélvica: Embolização de varizes pélvicas.

A maioria das intervenções realizadas por estes profissionais utilizam como base as técnicas de cateterismo. Através da punção de um vaso (artéria ou veia), obtém-se acesso ao espaço intravascular e, por meio de cateteres e guias, sob orientação radiológica, pode-se navegar de forma endovascular e atingir praticamente qualquer segmento do corpo. Uma vez atingido o local desejado, a Radiologia Intervencionista oferece inúmeras opções terapêuticas, individualmente selecionadas para cada caso.

A embolização uterina é realizada pelo radiologista intervencionista e tem sido empregada para tratamento de sangramentos ginecológicos emergenciais desde 1979. Foi a partir de 1991, em Paris, que o Dr. Jacques Ravina começou a usar clinicamente a embolização uterina como alternativa primária para tratamento dos miomas uterinos. Desde então, a técnica vem sendo utilizada ao redor do mundo firmando-se como uma opção terapêutica eficaz, rápida e minimamente invasiva, com sucesso clínico em aproximadamente 90% dos casos.

minimamente invasiva, com sucesso clínico em aproximadamente 90% dos casos.

Arteriografia pré-embolização

Artérias uterinas emitindo múltiplos ramos tortuosos e aumentados de calibre para o útero que contém volumoso mioma.

 

Arteriografia pós-embolização

Ausência de opacificação das artérias nutridoras do mioma.

     
O procedimento é realizado em uma sala de angiografia e dura em média de 60 a 90 minutos. Um catéter angiográfico é inserido através da artéria femoral comum com o objetivo de cateterizar ambas as artérias uterinas e através deste é depositado microesferas de acrílico que serão carreadas pelo fluxo sanguíneo e irão ocluir a vascularização do mioma. Deste modo consegue-se tratar de uma só vez diversos miomas ao mesmo tempo. Em certas ocasiões, pode-se fazer necessária a utilização de microcatéteres para um cateterismo superseletivo das artérias uterinas a fim de evitar que as partículas sejam depositadas em territórios vasculares outros, tais como nas artérias ovarianas. A anestesia de nossa escolha pode ser a peridural contínua, a raquianestesia ou a analgesia venosa contínua,  que facilitam o controle da dor pós-embolização. O índice de complicações é muito baixo e o tempo médio de retorno às atividades habituais das pacientes é bastante curto.

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Perguntas Frequentes Sobre Embolização de Miomas. Tire Suas Dúvidas!

  • Como o mioma se desenvolve?

    A causa é desconhecida, mas sabe-se que os miomas originam-se de uma única célula, que começa a se multiplicar desordenadamente, e origina o tumor. Por isso, acredita-se que exista alguma base genética para o seu desenvolvimento e pode ser devido a isso que ele seja mais comum nas mulheres negras e que apresente uma tendência a acometer mulheres da mesma família.

    O crescimento desses tumores ocorre por ação do estrogênio, um hormônio feminino de extrema importância, e isso pode explicar o seu desenvolvimento durante a fase reprodutiva da vida da mulher, a sua inexistência antes da puberdade e a redução de tamanho após a menopausa (quando os níveis de estrogênio diminuem). Qualquer coisa que leve a um aumento dos níveis de estrogênio pode fazer com que o mioma tenha um crescimento maior e mais rápido.

  • Quais são as chances de uma mulher desenvolver mioma?

    Os miomas estão presentes em 20% a 30% das mulheres em idade fértil, como também em mais de 40% das mulheres acima de 40 anos. Os principais fatores predisponentes para o aparecimento dos miomas são: histórico familiar; etnia (raça negra, principalmente) e nuliparidade (mulheres que não têm filhos).

  • Quais são os tipos de miomas?

    Os miomas são classificados de acordo com sua posição no útero. Ele pode ser classificado em:

    • Subseroso: localiza-se na porção mais externa da parede do útero, relacionado mais raramente a sintomas de sangramento. O principal sinal é o aumento do abdome.

    • Intramurais: estão localizados na porção média da parede do útero, e são os mais comuns.
    • Submucosos: são os que se localizam mais próximos da cavidade uterina, sendo os mais sintomáticos. Quase sempre causam sangramento. Eventualmente, ele pode sair pelo orifício do colo uterino, caracterizando o chamado “mioma parido”.

  • Quais sinais e sintomas podem indicar a presença de miomas?

    Mais da metade das mulheres com miomas não apresenta nenhum sintoma, e não existem sinais ou sintomas específicos dessa doença. Assim, na maioria das vezes eles são descobertos em exames de rotina, como uma casualidade. Algumas vezes, o diagnóstico pode ser suspeitado devido ao aumento do tamanho do abdome, que pode levar a mulher a pensar que apenas engordou um pouco ou até que está grávida.

    A manifestação mais freqüente é a alteração menstrual, com aumento dos dias de menstruação e da quantidade de sangramento. A cada menstruação, o fluxo vai ficando maior, aumentando o número de absorventes utilizados. Podem ocorrer também sangramentos fora do período menstrual, às vezes com coágulos. Essas alterações podem levar à anemia.

    Esse aumento do período menstrual pode acompanhar-se de dor, que decorre de um maior acúmulo de sangue no útero, provocando distensão dolorosa e maior contração da musculatura para eliminar esse conteúdo.

    À medida que o útero cresce, começa a comprimir estruturas e órgãos próximos, podendo ocasionar dor, inclusivo durante as relações sexuais. Pode ocorrer compressão da artéria que nutre o mioma, o que faz com que ele sofra degeneração e suas células morram, o que se acompanha de dor. A compressão da bexiga leva à redução da capacidade de armazenar urina, levando a paciente a urinar com maior freqüência. Outro sintoma decorrente de compressão é a constipação intestinal (prisão de ventre), já que o útero pode comprimir o reto, dificultando a passagem das fezes.

    A dificuldade para engravidar é freqüente em pacientes com miomas uterinos, já que esse tumor pode levar a alterações (deformidades) do órgão que dificultam a implantação do ovo. Porém, isso não ocorre em todas as pacientes.

  • Os miomas podem causar dificuldade para engravidar?

    Sim, os miomas podem causar não só dificuldade para engravidar como também dificuldade na manutenção da gravidez. A infertilidade causada pelos miomas ocorre quando estes estão localizados próximos ou na cavidade uterina, distorcendo-a, ou quando causam compressão sobre as trompas, obstruindo-as.

    Quais problemas os miomas podem causar durante a gravidez? Raramente os miomas causam algum problema durante a gravidez. No entanto, os miomas aumentam a incidência de dor durante a gravidez, de sangramento de 1º trimestre, de parto prematuro, de descolamento prematuro de placenta e de cesariana.

    Quais exames posso fazer para saber se tenho miomas?

    Em geral, um bom exame ginecológico associado a uma ultrassonografia transvaginal ou pélvica de qualidade são suficientes. Vale ressaltar que a ultrassonografia é o método diagnóstico de eleição para o diagnóstico dos miomas. No entanto, quando o objetivo é a preservação do útero, exames mais específicos são necessários, como a ressonância magnética e a vídeo-histeroscopia diagnóstica.

  • Quais são as chances de uma mulher desenvolver mioma? Quais as vantagens da ressonância magnética para o diagnóstico dos miomas uterinos?

    O estudo dos miomas uterinos por ressonância magnética oferece vantagens significativas sobre a ultrassonografia, já que permite que os miomas sejam estudados com maior detalhe. Na ressonância, é possível obter não apenas informações sobre a correta localização, número e volume dos miomas, como também caracterização tecidual e vascularização dos miomas, além do efeito destes sobre outras estruturas pélvicas (ovários, bexiga, ureteres e intestino).

Dúvidas sobre Embolização de Miomas? Teremos prazer em esclarecê-las.

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